terça-feira, 14 de junho de 2011

MORMONISMO

 




TEXTO BASE: E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas’’. (2 Tm 4:4)”.

VERDADE PRÁTICA: O mormonismo é um movimento pagão disfarçado com roupagem cristã que baseia suas crenças em fábulas e falsas conjecturas.

LEITURA BÍBLICA: I Timóteo 1:3-6.

COMENTÁRIO

Um proeminente líder mórmon disse: ‘’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos últimos Dias declara-se, pelo seu nome, distinta da Igreja Primitiva estabelecida por Cristo e seus apóstolos’’. Essa é confissão de que eles não são cristãos e de que sua religião é outra. Disso todos nós já sabíamos pelas suas crenças e práticas, mas esta é uma declaração direta e textual do movimento. A estrutura do mormonismo está calcada em lendas e mitos pagãos.


1. ORIGEM DO MOVIMENTO
a) Primeiras aparições

Há duas versões contraditórias da origem do movimento na sua própria literatura. Uma diz que em 1820, Joseph Smith Jr., andava preocupado por causa de uma agitação anormal sobre questões religiosas que se generalizou envolvendo batistas, presbiterianos e metodistas. Quando numa visão o Pai e o Filho, teriam dito que todas as igrejas se apostataram e seus credos eram abomináveis. Em 1823, teria recebido a visita de um estranho anjo chamado Morôni, o qual teria revelado a existência das placas de ouro, que deram origem ao Livro de Mórmon.

b) Últimas aparições

Em 1829, teria recebido outra visão. Nesta, afirma-se que João Batista teria conferido a Joeph Smith Jr. E ao seu companheiro, Oliver Cowdery, o sacerdócio de Arão. Em seguida, os dois companheiros batizaram-se um ao outro, e um ao outro se ordenaram como sacerdotes, e, durante muito tempo, abençoaram-se mutuamente.
Pouco depois, os dois teriam recebido outra visão: João, Pedro e Tiago, os quais lhes conferiram o sacerdócio de Melquisedeque. Em 6 de abril de 1830, Joseph Smith Jr. inaugurou o seu movimento juntamente com cinco amigos.

c) Contradições internas

O breve relato de sua origem apresenta vários problemas e contradições. A agitação envolvendo questões religiosas, nunca aconteceu. A suposta revelação de 1820 só apareceu depois de 1842. Até então, os líderes mórmons afirmavam que a primeira ‘’visão’’ foi em 1823; contradição esta que envolve idade, local e conteúdo. Joseph Smith Jr foi condenado em 1826, por prática de cristalomancia. Em 1828, procurou se filiar à Igreja Metodista, mas foi recusado pela Igreja por causa do seu envolvimento com práticas ocultistas.

d) Testemunhos antibíblicos

Analisando essas ‘’visões’’ à luz da Bíblia, ficam evidentes os enganos do movimento. A suposta aparição do Pai contradiz o ensino bíblico, pois homem algum jamais viu a Deus (Jo 1:18; 6:16). Além disso o Senhor Jesus garantiu que Sua Igreja jamais se apostataria (Mt 16:16-18). Quanto aos sacerdócios, doutrina mórmon em prática ainda hoje, há distorções: a Bíblia ensina que o sacerdócio de Arão foi removido (Hb 7:11,12) e o de Melquisedeque pertence exclusivamente a Jesus (Hb 7:21-23), que ‘’tem um sacerdócio perpétuo “(Hb 7:24). A palavra original para “perpétuo” é aparabatos e significa: “imutável, inalterável, intransferível”.


2. FONTE DE AUTORIDADE
a) Escritos sagrados

Os mórmons consideram inspirados, com a mesma autoridade da Bíblia e, até acima dela, o Livro de Mórmon, Doutrina e Convênios, e Pérola de Grande Valor. O oitavo artigo das Regras de Fé dos mórmons diz: “Cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, o quanto seja correta sua tradução; cremos também ser o Livro de Mórmon a Palavra de Deus”.

Essa restrição pra crer na Bíblia é uma maneira delicada de dizer que não se acredita nela, pois o mormonismo afirma que não pode haver tradução absolutamente fidedigna da Bíblia e chama de “néscios” os que nela crêem. Como os muçulmanos, procuram por todos os meios desacreditar a Bíblia.

b) O Livro de Mormón

O conteúdo do Livro de Mórmon nunca foi confirmado pela história e nem pela arqueologia. O texto está com 3.913 mudanças desde a edição de 1830; a maioria consiste em correção de erros gramaticais e mudanças doutrinárias.


3. TEOLOGIA MORMONISTA a) Conceitos mormonistas da divindade

Os mórmons são politeístas e, como no hinduismo, há espaço nesse movimento para inúmeros conceitos sobre a divindade. Há muitos conceitos contraditórios na literatura mórmon. Às vezes, usam o termo “trindade” para Deus, mas também afirmam, que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são três deuses, e que o Pai tem corpo físico como o nosso. Ensinam, ainda: “como o homem é, Deus foi; como Deus é, o homem pode vir a ser”.

b) O Deus revelado na Bíblia

A Bíblia ensina a existência de um só Deus, sendo Deus um só (Dt 6:4; Mc 12:29-32) e que a Trindade não são três deuses, mas um Deus em três Pessoas. O Deus revelado na Bíblia é Espírito (Jo 4:24) e “espírito não tem carne e nem ossos” (Lc 24:39). Deus é Espírito Infinito e o Criador de todas as coisas nos céus e na terra e que além dEle não há outro (Sl 145:3; Is 44:6, 8, 24; 45:5-7). O homem entretanto, é limitado e criatura; não é, e nunca foi Deus (Ez 28:2); nem Deus é, e nunca foi homem (Os 11:9).

c) O outro Jesus

O Jesus do mormonismo é casado e polígamo, no nasceu de uma virgem e é irmão de Satanás. Os mórmons afirmam que as Bodas de Cana da Galiléia era o casamento de Jesus com as duas irmãs Maria e Marta; e que ele foi gerado de pai humano como qualquer homem.

Este, certamente, não é o Jesus que pregamos (2 Co 11:3). Eles, na verdade, querem sancionar suas práticas polígamas. Com isso, querem mostrar que são imitadores de Cristo. Todos esses conceitos mormonistas sobre o Senhor Jesus são uma afronta ao Cristianismo.

d) O Jesus que pregamos

A Bíblia diz que Jesus e Seus discípulos foram convidados para as bodas de Cana (Jo 2:2), e ninguém pode ser convidado para o seu próprio casamento. Isso, por si só, reduz a cinzas os argumentos dos mórmons. A Bíblia ensina explicitamente que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo (Mt 1:18, 20; Lc 1:34, 35). Nada há de Satanás em Jesus (Jo 16:30; Mt 12:22-32); pelo contrário, Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo 5:20), incomparável e singular! (Ef 3:21).


4. OUTRAS CRENÇAS E PRÁTICAS

a) A salvação mórmon

Crêem numa salvação geral onde os não-mórmons são castigados e depois liberados para a salvação; e numa individual, obtida pela fé em Jesus e pela obediência às leis e às ordenanças. Tais ordenanças consistem na fé em Jesus, no arrependimento, no batismo por imersão e a imposição de mãos, além de outros requisitos como aceitar Joseph Smith Jr. como porta-voz de Deus. Acreditam, ainda, na existência de pecados que o sangue de Jesus não pode purificar.

b) O verdadeiro Salvador do mundo

O Senhor Jesus não precisa de co-salvador. A Bíblia ensina que Ele é o único Salvador (Jo 14:6; At 4:12). A salvação não é por mérito humano; ninguém pode ser salvo pelas boas obras, mas somente pela graça, mediante a fé (Tt 3:5; Ef 2:8, 9). Existe apenas uma salvação, e ela está à disposição de todos os seres humanos (Tt 2:11; Jd 3).

c) Outras crenças e práticas exóticas

O batismo pelos mortos e o casamento para a eternidade. Trata-se de um batismo por preocupação, visto que sua crença exige o batismo para a salvação; assim, os mórmons batizam os entes queridos já falecidos. Eles têm interesse especial em genealogias para batizar seus antepassados. Realizam no templo a cerimônia de selamento para a eternidade, cujos conjugues prometem não casar de novo em caso de viuvez. Esse casamento é para o casal encontrar-se no céu com o propósito de gerarem filhos-deuses para povoarem os planetas. Similar à mitologia grega.

d) Resposta bíblica

A Bíblia nos ensina a rejeitar as fábulas e genealogias (1 Tm 1:4). O batismo pelos mortos é prática pagã (1 Co 15:29). O casamento foi estabelecido “para os filhos desse mundo”, disse Jesus (Lc 20:34), e no mundo vindouro não “hão de casar, nem ser dados em casamento”, porque não podem mais morrer; pois serão iguais aos anjos e filhos da ressurreição (Lc 20:35, 36).

e) A lei da Poligamia

Uma das doutrinas adotadas pelos mórmons ainda sob a liderança de Joseph Smith foi a lei da poligamia, pivô de muitos transtornos e perseguições contra os membros da Igreja naquela época.

Joseph Smith justificava a doutrina citando exemplos do Velho Testamento, onde Abraão e outros personagens tiveram muitas esposas. Porém, mais tarde uma revelação foi feita de que isso não deveria mais acontecer e que daquele momento em diante, todos deveriam amar e respeitar apenas uma esposa, sem direito a traição ou qualquer tipo de ato contrário a isso.

Contudo, algumas ramificações da igreja insistem em manter esse ato. Eles querem adequar o evangelho à sua forma de vida, modificando seus ensinamentos, o que é uma abominação aos olhos de Deus. Hoje em dia, a prática persiste apenas em grupos fundamentalistas dissidentes não filiados à igreja oficial.


CONCLUSÃO

Os fatos apresentados em nossa lição mostram que se trata de um movimento religioso alienado da Bíblia, com fontes de autoridade calcadas em fábulas e lendas. O Jesus apresentado não é o mesmo revelado no Novo Testamento. O mormonismo está, portanto, edificado sobre um fundamento falso. O ganhador de almas deve estar sempre preparado para a evangelização dessas pessoas, porque elas precisam conhecer o verdadeiro Jesus (Jo 17:3).

Blogado do Eu e Minhas Palavras

domingo, 12 de junho de 2011

POSICIONAMENTO DA AMTB QUANTO AO PROJETO DE LEI 122/2006



A Associação das Missões Transculturais Brasileiras (AMTB), é uma entidade representativa de 43 agências missionárias que abrigam missionários vinculados a mais de 120 diferentes denominações evangélicas. Tem como missão pregar o Evangelho entre outros povos e culturas, através de uma evangelização que liberta e que, diferente da mera catequese impositiva de símbolos e práticas religiosas, tem por objetivo compartilhar os valores cristãos centrados em Jesus Cristo, tendo nas Escrituras Sagradas a sua única regra de fé e prática, numa abordagem dialógica e expositiva, respeitando os valores de cada grupo étnico ou social, a partir do direito inalienável de cada pessoa ter acesso a novas informações e repensar seus valores e princípios num ambiente de liberdade de consciência e expressão.

Em função da tramitação no Senado Federal, do projeto de lei 5003/2001, PL122/2006 da Câmara dos Deputados, que visa à criminalização de manifestações contrárias à orientação sexual da homossexualidade, chamada lei da homofobia, e da recente decisão do Superior Tribunal Federal sobre a união estável entre pessoas do mesmo sexo, a AMTB vem a público manifestar o seguinte:

1- O artigo 5º da Constituição Federal em seu ‘caput’, afirma que todos somos iguais perante a lei, sem distinção de quaisquer naturezas, garantindo-se aos Brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida e à liberdade. Ao tratar das garantias fundamentais afirma que é livre a manifestação do pensamento e inviolável a liberdade de consciência e crença.

2- A Declaração Universal dos Direitos Humanos em seu artigo 19 acrescenta ainda que este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações ou ideias por quaisquer meios.

3- Fundamentada nos valores cristãos de amor ao próximo e em sua experiência de respeito às diferenças culturais, a AMTB considera inaceitável qualquer tipo de discriminação, violência ou manifestação de ódio à qualquer pessoa em função de raça, credo, cultura, sexo ou posicionamentos individuais.

4- Entende que o respeito ao posicionamento de qualquer pessoa quanto à sexualidade homossexual, não a torna correta por si mesma, e não pode impedir que quem dela discorde, expresse livremente sua opinião. A mesma sociedade democrática que reconhece o direito de escolha, pressupõe que valores de grupos ou segmentos não podem sobrepor aos dos outros, em um ambiente de convivência harmônica e pacífica.

5- Dentro do princípio de liberdade religiosa, a AMTB continuará expressando em sua evangelização que Deus criou homem e mulher, que a sexualidade heterossexual é a reconhecida pela Igreja de Cristo com base nos ensinos da Bíblia, respaldada pela tradição cristã e que por isso, considera a prática do homossexualismo como pecado, por contrariar a natureza criada por Deus. Este posicionamento, entretanto, não a impede de amar, respeitar e dialogar com pessoas de qualquer outra opinião.

6- Mesmo reconhecendo que o Estado Brasileiro é laico, consideramos como legítimo o posicionamento dos parlamentares cristãos, que em uma democracia representativa devem pautar sua conduta legislativa respeitando os valores da sociedade nacional, no caso brasileiro, de maioria cristã e que valoriza a família como base da sociedade. Portanto não se caracteriza interferência religiosa no estado a luta pela preservação do que preconiza a nossa constituição no Art.226, quando diz: “A família, base da sociedade, tem especial proteção do estado” e no seu parágrafo 3º “é reconhecida a união estável entre homem e mulher como entidade familiar”.

7- Considera legítima as conquistas de segmentos da sociedade que tem lutado por leis mais justas e igualitárias, no campo dos direitos civis. Entretanto as garantias extendidas às pessoas do mesmo sexo que vivem juntas, por um contrato de convivência, ainda que justas, não podem adquirir status de casamento ou família, uma vez que não atendem a outros requisitos sociais.

8- A AMTB considera inapropriado o uso do termo "homofobia" como vem sendo largamente imposto à opinião pública. A fobia como medo mórbido, aversão ou intolerância não condiz com o comportamento amistoso no relacionamento com pessoas, normalmente adotado pela comunidade evangélica, que se sente agredida pela forma pejorativa e acusatória com que tem sido tratada, ao zelar por suas convicções e pelo direito de expressá-las.

Finalmente conclamamos o Povo Brasileiro, em todas as suas divisões, o Congresso Nacional e as demais instâncias da Nação a se posicionarem contra a discriminação e a qualquer tipo de preconceito, mas também em favor da garantia dos direitos de liberdade e de expressão sem privilégios a qualquer segmento da sociedade em detrimento da democracia. A AMTB rejeita qualquer dispositivo legal que promova a censura e atente contra a liberdade e que criminalize o direito individual de consciência e de expressão individual ou coletiva.

São Paulo, 30 de Maio de 2011

Presidente: Silas Marchiori Tostes
1º Vice-presidente: Sérgio Paulo Martins Nascimento
2º Vice-presidente: Rocindes José Correa
1º Secretário: Pr. Valdir Soares da Silva
2º Secretário: Antonia Leonora van der Meer
1º Tesoureiro: Jéferson Martins Costa 
2º Tesoureiro: Ronald Silva Carvalho 

Chavões fariseus






Toda comunidade tem um fariseu dos tempos modernos. E todos eles utilizam estes chavões:

1. Ah, mas o pastor deveria tomar uma atitude quanto a fulano/a.

2. Você viu o que fulano/a fez? Que absurdo!

3. Eu ao menos participo da igreja, não sou como fulano/a.

4. Eu dou meu dizimo regularmente, não sou como fulano/a.

5. Onde é que já se viu o pastor visitar/andar com fulano/a?

6. Fulano/a deveria pedir desculpas em público.

7. Graças a Deus não sou como fulano/a, que mal participa da Igreja.

8. Se algum dia eu ficar cheio de pensamento impuro igual a fulano/a , dado a masturbação, o pastor pode pedir a Deus para me fuzilar!

9. Fulano/a toma remédio para depressão... Se fosse convertido nao precisaria!

10. Fulano/a está namorando, provavelmente está em fornicação!



Fonte: genizah
 

sexta-feira, 10 de junho de 2011

CONTINUAÇÂO DO SANTO DAIME

SE O VÍDEO FICOU MUITO POR CIMA A RESPEITO DO SANTO DAIME, ENTÃO VAI AI O  TRABALHO QUE MEU GRUPO FEZ. 




INTRODUÇÃO
Neste trabalho apresentaremos a cosmovisão do grupo religioso Santo Daime, sua história, tradição, crenças e doutrinas. Seus seguidores acreditam que o uso de um chá (chá este que carrega o nome da “religião”) tem o objetivo de elevar seu conhecimento sobre si mesmo e do universo, através dessa experiência o chá traz cura interior e mudança no comportamento . Acreditam que a busca por uma vida cada vez mais simples e principalmente perto da natureza leva o homem para perto de Deus e uma eternidade com Ele.
          A decepção, uma vida drásticas, Ilusões e prazeres gerados pelo urbanismo afasta o homem de Deus e prejudica a Mãe Terra. Vários fatores levam pessoas a quererem se integrar ao Santo Daime. Pessoas que já tinha dependência química, frustradas, vida boa ou triste. Apesar das variedades de motivos, elas acreditam encontrar em uma única religião, Santo Daime, a resposta, aquilo que os liga novamente a Deus.

História
    1. Significado do Nome 
       Daime - dizem, vem do verbo “dar”, no imperativo. “Daime” paz, 'Daime' saúde, “Daime” felicidade!”- é a aspiração dos membros da entidade. É um tipo de seita eclética, uma mistura de espiritismo, cultos afro-brasileiros e catolicismo romano, resultantes de três culturas (a branca, a negra e a indígena). O livro sagrado que adotam é o seu hinário. As letras dos hinos constituem a diretriz para os seguidores. Todos os ensinamentos são ministrados por hinos naquele estado alterado de consciência proporcionado pelo Daime, encontrando-se neles suas crenças básicas. A principal característica do Santo Daime é o canto. São conhecidos também como "Povo de Juramidam", expressão composta de Jura (pai) e Midam (filho). Tal é o nome que o iniciador da seita diz ter recebido das entidades divinas.

    1. Origem
      Ninguém sabe ao certo quando a ayahuasca surgiu, mas historiadores são unanimes ao afirmar que a receita do chá alucinógeno foi criada por índios peruanos antes do século XVI e repassada a tribos brasileiras.
      Raimundo Irineu Serra nasceu em 1892,no maranhão e morreu em 1971 e aos 20 anos,em 1914, o maranhense integrou um movimento migratório de nordestinos para trabalhar na extração do látex. Na floresta amazônica, Irineu e seus companheiros foram misturando a sua cultura à dos índios e aprenderam a preparar a bebida que lhes provocava visões.
       Numa dessas visões, apareceu uma mulher chamada Clara, que se dizia Nossa Senhora da Conceição, a rainha da floresta. Ela falou-lhe: “quem é que tua achas que eu sou?”. Ele olhou para ela e lhe disse: “Para mim, a senhora é uma Deusa Universal”.
      E o dialogo prossegue:
“Tu tens coragem de me chamar de satanás, isso ou aquilo outro?”
“Não, a senhora é uma Deusa Universal”.
“Tu achas que o que estás vendo agora, alguém já viu?”.
O mestre Irineu refletiu e achou que alguém já podia ter visto, e havia tantos que faziam a bebida que ele podia estar vendo o resto. A senhora então disse:
“O que estás vendo agora ninguém jamais viu, só tu. Eu vou te entregar este mundo para governar. Agora tu vais te preparar, porque eu não vou te entregar agora. Vais ter uma preparação para ver se tu podes merecer verdadeiramente: Tu vais passar 8 dias comendo só macaxeira (mandioca) cozida com água e mais nada”. Relatou Irineu que foi ela quem deu o nome de Santo Daime à bebida e ditou normas para a realização do ritual. Em 1930, começou a distribuir o chá na capital Acreana, Rio Branco. Ele adquiriu poderes extra-sensoriais e aí passou a ter vidência e a comunicar-se com os mortos. Nas reuniões, evocam Jesus Cristo e os Santos católicos como Nossa Senhora da Conceição, São João Batista, São José. Paralelamente evocam entidades indígenas como, Tuperci, Ripi Iaiá, Currupipipiraguá, Equior, Tucum, Barum, Marum Papai Paxá, B.G., Rei Titango, Rei Tguarrube, Rei Tintuma, Pincesa Soloína, Princesa Janaína e Maranchibe. Ele fundou, em 1942, o Centro de  Iluminação Cristã Luz Universal, que chegou a congregar quinhentos membros efetivos.
        Com a morte de Irineu em 1971, Sebastião Mota de Melo, até então seu seguidor, autoproclamou-se líder dos daimistas. Passou a estimular a abertura de igrejas filiais do Daime em todo o Brasil – e a aceitar doações em dinheiro. Em 1981, a polícia encontrou 60 quilos de maconha em seu acampamento no Acre. Depois disso, ele decidiu fundar uma vila isolada, só com seus seguidores, no interior da mata – o Céu de Mapiá.

    1. Crescimento
      Com a morte de Irineu em 1971, Sebastião Mota de Melo, até então seguidor de Irineu, autoproclamou-se líder dos daimistas. Passou a estimular a abertura de igrejas filiais do Daime em todo o Brasil – e a aceitar doações em dinheiro. Em 1981, a polícia encontrou 60 quilos de maconha em seu acampamento no Acre. Depois disso, ele decidiu fundar uma vila isolada, só com seus seguidores, no interior da mata – o Céu de Mapiá.
      Hoje, os centros que seguem a linhagem do padrinho Sebastião estão presentes em todos os estados brasileiros. Estima-se que haja 15000 seguidores regulares da seita, o mesmo número de fiéis da UDV.
      Nos anos 60 surgiu a União do Vegetal (UDV), uma espécie de concorrente do Santo Daime, fundada por José Gabriel da Costa, o Mestre Gabriel. Este movimento não teve qualquer ligação com o do Mestre Irineu. José Gabriel migrou da Bahia para o Acre durante o ciclo da borracha e descobriu o chá indígena que batizou de “vegetal” ou “hoasca”.
    Hoje, a UDV tem sub sedes até nos Estados Unidos e na Espanha. No Brasil, há grupos em mais de 100 cidades, em todos os estados. No total, são 15000 seguidores.
Doutrinas da fé
     A Doutrina do Santo Daime ou Doutrina do Mestre Irineu, como também é identificada, nasceu dentro da floresta, brotou no seio do seu povo, uma gente muito humilde e digna, como dizem os daimistas. A sua mensagem, que se encontra reunida na forma de coleções de hinos recebidos pelos mestres e adeptos, prega o amor pela natureza e consagra o mundo vegetal e todo o planeta como sendo o cenário sagrado de sua mãe-terra.
     Outro fato que chama a atenção é o fato da Doutrina do Santo Daime ser absolutamente musical. A tal ponte que poderíamos dizer que a música é parte integrante dela, do cerne dos seus ensinamentos.
      A música assume um caráter pedagógico, mas sua função não se resume em sustentar um corpo doutrinário discursivo e sim, através do poder de sua própria vibração, abrir nosso espírito para esse sentimento inefável de bem-aventurança que só ocorre quando a consciência se funde à existência.
      Os hinos ocupam um lugar de destaque na Doutrina do Santo Daime, ao lado da bebida sacramental. É através dos hinos que todos recebem a orientação necessária para navegar na força do Daime durante a sessão. Por uma estranha sincronicidade, eles parecem, à luz do Daime, corresponderem as mínimas necessidades durante a viagem astral da miração para os daimistas.   
      Os hinos são recebidos durante o efeito da bebida sacramental. Eles chegam através dos aparelhos receptores, que podem ser qualquer um. Normalmente expressam uma vivência e aprendizado espiritual do trabalho ou traduzem e explicam visões carregadas de significado.
     Os hinos portanto, pra eles, podem ser : lições preciosas para aqueles que os recebem; testemunhos de graças e curas recebidas. Chamadas das entidades protetoras e guias espirituais e instruções para serem consideradas por toda a irmandade daimista.
      Outro aspecto de sua doutrina, é que alegam que possuem a doutrina cristã xamânica, uma síntese entre o oriente e o ocidente. O oriente, como dizem, os ligou a ciência da Yoga, método de meditação para capacitar a mente a dissolver-se no Atman, no Eu Universal, além de valiosos ensinamentos sobre a lei do Carma, reencarnação etc.
      A doutrina do Cristo trouxe o caminho do perdão, do amor, da caridade e um método de crescer espiritualmente como sofrimento e o sentimento de finitude da matéria que é inerente à vida.
      Para os daimistaso chá vem a ser um Acelerador, um Atalho Cármico. Através dele, os daimistas acreditam que qualquer um, que esteja sinceramente disposto a se transformar, poderá chegar, num tempo mais reduzido, ao conhecimento de Si-Mesmo e do Universo.
       O resultado desse trabalho espiritual interior não é apenas uma propriedade de um alcalóide que inibe uma enzima de um neurotransmissor cerebral. Não é um fenômeno que pode ser induzido por experiências de laboratório. O trabalho espiritual envolve sistemática transformação pessoal e provas disso no dia a dia.
       O trabalho com o Santo Daime busca a reunificação no Uno, no Todo e usa o corpo e a mente como uma ferramenta de trabalho. Essa perspectiva espiritual não reduz nossa capacidade de ajuste no mundo, mas pelo contrário a amplia.

    1. Chá e Efeitos
      O chá de Santo Daime é um alucinógeno. Tal propriedade se deve à presença nas folhas da chacrona de uma substância alucinógena denominada N, N-dimetiltriptamina (DMT). O DMT é destruído pelo organismo por meio da enzima monoaminaoxidase (MAO). No entanto, o caapi possui uma substância capaz de bloquear os efeitos da MAO: a harmalina. Desse modo, o DMT tem sua ação alucinógena intensificada e prolongada.
      Outras plantas amazônicas também possuem DMT e são utilizadas por diversas tribos indígenas como um modo de experiência religiosa. Entre estas estão a jurem (Mimosa hostilis) e o yopo (Anadenanthera colubrina). A Jurema é consumida na forma de chá, enquanto as sementes do yopo são maceradas e seu pó, consumido pela via intranasal (cheirado).
      Pode haver sensação de medo e perda do controle, levando a reações de pânico. O consumo do chá pode desencadear quadros psicóticos permanentes em pessoas predispostas a essas doenças ou desencadear novas crises em indivíduos portadores de doenças psiquiátricas (transtorno bipolar, esquizofrenia).
      A bebida é preparada com o cozimento de dois vegetais da floresta amazônica: o cipó jagube ( cujo nome científico é: banisteriopsis caspi) e a folha chacrona. (psychotria veridis). É conhecida como Ayahuasca ou, abrevidamente OASCA. Ao ser ingerida, proporciona vidências, comunicação com espíritos, alívio físico e psíquico, curas, etc.
       Isso nada mais é, do que porta aberta para os estados alterados de consciência, além de produzir um desarranjo intestinal tão violento que a pessoa que o bebe sente necessidade de ter ao seu lado um vomitório móvel, porque não dá tempo de ir ao banheiro comum. As diversas preparações geralmente contêm talos socados da Banisteriopsis caapi ou espécies correlatas mais as folhas da Psichotria viridis. As plantas adicionadas à Ayahuasca ajudam a maximizar as experiências de estimulação visual e as sensações de contato com forças e locais sobrenaturais e divinos. Os métodos de preparo variam conforme o grupo, como um chá quente ou amassando-se junto à água fria, deixando-se em descanso por aproximadamente 24 horas. É um processo longo que leva quase um dia para o preparo, o que torna a "tecnologia" de produção insuficiente para a produção de grandes quantidades.
       O feitio da bebida é uma cerimônia carregada de grande simbolismo espiritual. É a produção de um sacramento. O feitio corresponde inteiramente ao papel de principal ritual de iniciação, onde os conhecimentos são ministrados e recebidos segundo a entrega de cada um.
       Durante o feitio, as mulheres cuidam das folhas, enquanto os homens preparam o cipó. Do ponto de vista espiritual, o resultado do feito, a bebida sacramental Daime, é considerada um sacramento, um veículo para manifestação do Ser Divino responsável pela sua luz e efeito espiritual.
       Já do ponde de vista material, ela é um produto florestal, um chá enteogênico sacramental de propriedades psicoativas, produzida, evasada e distribuída sob responsabilidade da Igreja.

    1. Festividades
        Quase na totalidade surgem as festividades dos dias santos do Catolicismo, incluindo mais uma festa extra na data do nascimento do fundador (15 de dezembro).
        O ano religioso começa em 6 de janeiro, em homenagem aos três reis do oriente, seguindo-se as datas de 20 de janeiro (São Sebastião), sexta-feira santa, 24 de junho (São João Batista), 2 de novembro (finados) e 8 de dezembro (Nossa Senhora da Conceição, padroeira dos trabalhos).
O Ideal Daimista de Comunidade Espírita

      O ideal da comunidade foi um acréscimo importante que o Padrinho Sebastião fez na doutrina do Mestre Irineu. O Padrinho concluiu dos ensinos do Mestre Irineu que eles ficavam ainda mais completos se eles pudessem se reunir solidáriamente para prover o bem comum . Por essa lógica, a vida comunal se torna o grande labortório, o território entre o macro e o micro da vida social, o que permite preciosas experiências para a construção de novas célullas de vida espiritualizada e qu3e possam oxigenar espiritualmente o planeta para o próximo milênio. A comunidade é um convite para uma convivência de trabalho e harmonia e sempre foi a meta de muitos homens santos e visionários. (Extratos do Guia da Floresta,pag 217/218)
      Foi no rastro desses homens que, depois de levantar uma Igreja e unir em torno de si muitos discípulos e seguidores, que o Padrinho Sebastião criou, em meados da década de 70 ,a comunidade da Colônia Cinco Mil. Nos anos 80, cumprindo as mensagens espirituais dos hinos que recebia na época (Hinário da Nova Jerusalém),mudou a comunidade para o coração da floresta amazônica, na localidade denominada Rio do Ouro. Dois anos depois, iniciou a abertura, no igarapé , da Vila Céu do Mapiá.
        Comunidade é portanto uma palavra chave para todo daimista da linha de Sebastião Mota. A comunidade representa o símbolo maior da união, o cenário onde os aprendizados espirituais de todos os seus membros são testados no dia-a-dia. Espiritualmente nos consideramos uma Família.
CONCLUSÃO

Concluímos que o Santo Daime é formado por várias correntes religiosas, com o intuito de chegarem mais perto de Deus, usando o sincretismo religioso, porém isso é abominável aos olhos do Senhor. Em Mateus 6:24, Jesus diz: “é impossível o homem servir a dois senhores”, e em Isaias 42:8 está escrito “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha gloria, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura”.
            Em seus rituais, os daimistas, rezam missa em favor dos mortos e cantam dez hinos sem instrumentos musicais usando tersos; essas praticas são ligadas a igreja católica. Em Deuteronômio 18: 9- 12 está escrito que a pratica de consultar os mortos Deus abomina, por isso não se deve celebrar missas à eles, no mesmo texto, o Senhor reprime as práticas do espiritismo que faz parte das varias correntes religiosas usadas no Santo Daime.
           No chá, encontram a redenção, um caminho mais rápido, um acelerador para se conhecer e chegar a Deus. entretanto Jesus diz em João 14:6 “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai a não ser por mim”. Não existe outro caminho ou acelerador que a aproxime o homem a Deus além de Jesus Cristo.
REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Instituto Cristão de Pesquisa, “Série Apologética – Volume II”.
Santo Daime Doutrina da Floresta, http://www.santodaime.org/doutrina/oquee.htm, Consultado no dia 24 de Maio de 2011.
Galhardo, Ricardo, Geral Drogas – O Barato Legal, Revista Veja, Edição 1 666 – 13 de Setenbro de 2000.

TEOLOGIA MORAL DA CAUSA E EFEITO

Por Abner Pedraça

Trata-se de uma teologia pragmática, que visa apenas resultados e, infelizmente, ela encontra repouso e espaço na maioria dos púlpitos. É chamada de moral porque se preocupa apenas com o comportamento e é uma teologia no sentido de cosmovisão. O Livro de Jó é um tratado sobre a Teologia moral da causa e efeito e sua ineficiência.
Primeiro Jó não era judeu. Segundo, originariamente, o Livro de Jó era apenas do capitulo 1 ao 3 e capitulo 42 : 1-6, posteriormente fora acrescentado os demais textos. O Livro de Jó confronta a teologia moral, pois demonstra que somente a sua graça nos basta, só ela é suficiente. Mas nós vivemos numa sociedade influenciada pela mesma. Toda boa ação gera o bem. Nem tudo que esta dando certo é Bíblico, a vida de Jó esta em perfeita ordem, tudo ia bem. Todo relacionamento de Jó estava baseado na moral da causa e efeito, ele fazia sacrifícios pelos filhos, caso os mesmos viessem a pecar. O Livro de Jó faz uma grande pergunta: Existe algum homem que ama a Deus de graça, só pelo que Ele é?
A confissão positiva diz não. Mas Jó é a carta que Deus confia que a humanidade pode servi-lo graciosamente. Uma vez que a graça envolve o trabalho de Deus em nós. Por isso o diabo fala que Jó só adora a Deus pelo que tem.  Aí temos um desafio. Vamos analisar a vida de Jó:
1º ato: O diabo toca a família de Jó. Ele enterra seus filhos isso é antinatural. A teologia moral faz com que qualquer pai pergunte: “Onde errei Deus?” “Onde Deus esta?” Jó não murmura e Deus ironiza a satanás.
2º ato: Satanás vai mais longe. E mais uma vez esta teologia nos faz perguntar “ Por que coisas ruins acontecem as pessoas boas?”, mas a pergunta correta deveria ser “ Por que coisas boas acontece a pessoas ruins como nós?” E isso ninguém pergunta. O caso de Jó vai contra toda teologia que nos é vendida, aqueles que falam que deserto é punição. Ele raspa o seu corpo com casca de vidro, a sua mulher só vê a morte como saída; não devemos julgá-la, pois ela esta inserida neste cenário de sofrimento e dor, com certeza deveria estar perdida e desesperada como qualquer mãe.
3º ato: Esta teologia desumaniza, ela tira o foco do ser e transfere para o ter e fazer.Ela não olha o valor intrínseco do ser humano, ou seja, imago Dei. Agora aparecem os amigos. Onde estavam?
Primeiro disseram que as angústias de Jó se multiplicaram quando ele chegou perto da apostasia, para eles Jó murmurou. Chegando a repetir varias vezes para que se achegasse novamente ao Pai. Não sabiam eles que murmurar é pecado, mas estar no sofrimento é humano. Jesus passou por isso no Getsemani. A tentativa dos amigos de Jó de explicarem o inexplicável, o Mistério Absoluto, fez com que eles mergulhassem cada vez mais profundamente num mundo de disputas teológicas e de argumentações bizarras.

Depois que foram vencidos pelos argumentos de Jó, eles mostraram como estavam totalmente influenciados pela “Teologia Moral da Causa e Efeito”, e resolveram apontar outra causa, agora era o pecado dos filhos de Jó que caíam sobre a sua cabeça. Continuava não dando certo, e como não “achavam em Jó lugar de arrependimento, acusaram-no de ter enriquecido ilicitamente, obtendo tais resultados não pelo trabalho, verdade e justiça, mas pela desavergonhada exploração do próximo. Esses são os argumentos morais que os "amigos" de Jó usaram para tentar entender o porquê de seu sofrimento. Eles tinham que encontrar uma causa.Eles não estavam interessados no sofrimento de Jó. Essa era a teologia dos amigos de Jó. Quanto mais queremos ser espirituais para explicar ou definir o imponderável, mais nos afastamos de Deus.

4º ato: Quando os discípulos chegam e perguntam  “quem pecou?”Jesus desconstrói essa Teologia, pois fala que não fora nem os pais ,nem o filho , mas que era pra ser manifestada a glória de Deus. Voltando aos amigos de Jó, quando seus amigos, definitivamente, viram-se impossibilitados de vencer a Jó, não tinham mais argumentos, sentiram-se ofendidos, e por essa razão, talvez até inconscientemente, baixaram o nível do confronto e apelaram. Um deles foi poético, mas terminou pedindo que Jó confessasse que Deus restituiria. Para eles a causa só poderia ser pecado, sendo motivo de escárnio e ofensas ridículas, Jó pedi para que Deus seja o seu advogado contra o Próprio Deus (Jó 16:19 a 17:3) e os homens. Aqui ele aponta para Cristo, o Cristo da cruz, pois foi lá que Jesus pagou o preço advogando por toda a humanidade. Na Cruz, Deus vence a Si mesmo e Sua misericórdia prevalece sobre o Seu próprio juízo, pois Ele não luta contra o diabo e o homem não contribui em nada para ser redimido, abençoado, é tudo pela Graça. Deus não é bom ou bonzinho, Ele é absoluto. A fidelidade de Deus se antecipa a nossos atos. Nós não entendemos a Graça de Deus, ela é sempre mais exigente.

Concluindo, Jó entende que seu histórico de serviços prestados, seu belo currículo não lhe da vantagem como pensara e se direciona somente a Deus, e só a Ele. Seus diálogos são com o Pai, o Criador de tudo, por Ele, Jó quer ser ouvido e compreendido. Ele é a resposta, o alvo e o refrigério, ao Absoluto Jó atribui todas as coisas, tanto o bem quanto o mal. Deus não da as respostas que Jó deseja. No início do dialogo, Deus mostra de forma graciosa que nem todo sofrimento precisa de um motivo, Deus lhe fala sobre a natureza, a fauna, Ele ministra a primeira aula de Zoologia e tudo isso para que saibamos que não precisa de um motivo, que da mesma forma que Deus é o nosso advogado Ele nos chama para advogarmos por nossos amigos.

DIAGNÓSTICO DO MORALISMO

Como você faz para saber se caiu no evangelho falsificado do moralismo? Aqui estão dois diagnósticos fáceis:
Primeiro, pense sobre como você reage ao sofrimento e à dor. Como você vê Deus quando você passa por uma terrível provação?
Moralistas imediatamente pensam “O que eu fiz pra merecer isso? Deus não está vendo todo o bem que eu tenho feito?“. Uma vez que você vê Deus como um tipo de patrão cósmico, você tem certas expectativas a respeito dele. Quando Deus não atende a essas expectativas, você fica com raiva. Eventualmente, sua desilusão leva ao desespero. Você acha que todos os seus esforços em agradar a Deus devem ser inúteis.
O segundo diagnóstico é verificar o seu coração sempre que você vê alguma outra pessoa se beneficiando da graça de Deus.
Não muito tempo atrás, eu descobri que um conhecido havia recentemente recebido uma nova oportunidade no ministério e uma promoção. Como meu coração reagiu a essa notícia? Se afundando na inveja em vez de saltar de alegria. Os pensamentos que correram por minha mente (“Por que Deus fez isso por ele e não por mim? Eu não sou merecedor?“) se opuseram à graça. Eu tive que me arrepender de novo e pedir a Deus para mudar tanto meu coração que eu me alegrasse em Sua graça sendo derramada sobre os outros.
O evangelho moralista lembra uma famosa esquete de Bob Newhart, na qual seu conselho a pessoas quebradas buscando por mudança é apenas gritar, continuamente, “Pare com isso!”. Que fique claro, o Novo Testamento contém muitos mandamentos. De fato, há momentos em que você poderia parafrasear Paulo dizendo “Pare com isso!”. Mas perceba que os mandamentos de Deus estão sempre fundamentados nas ações que Deus realizou no passado. Os imperativos (mandamentos) estão baseados em indicativos (declarações sobre o que Deus tem feito).
Tullian Tchividjian coloca desta forma: “Imperativos divorciados dos indicativos tornam-se impossibilidades”. Esta é a lógica do evangelho. Você pode ver a jornada dos indicativos aos imperativos correndo pelas cartas de Paulo, na maioria das vezes virando na palavra “portanto”.
“Vocês não estão debaixo da lei, e sim da graça” e são “ressurretos dentre os mortos” (Indicativo, Romanos 6.14, 6.13) portanto “Não reine o pecado em vosso corpo mortal… nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” (Imperativos, Romanos 6.12-13).
Os primeiros três capítulos de Efésios explicam o evangelho em termos do plano redentivo de Deus, nossa impotência para salvar-nos a nós mesmos, e Deus unindo Judeus e Gentios. Então no capítulo 4, Paulo começa a listar formas de aplicar a mensagem do evangelho. “Portanto”, ele diz e segue nos dando mandamentos que são fundamentados no evangelho.
Dê uma olhada em Gálatas 5.24 e 16: “E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências” (indicativo), portanto, “andem no Espírito e jamais satisfarão as concupiscências da carne” (imperativo).
Se focarmos nossa atenção no que nós temos que fazer sem fundamentar nossas vidas no que Cristo fez, ficaremos desiludidos. É por isso que tanta gente (que parece nunca ficar firme na vida Cristã) vai à frente de novo e de novo. Eles re-consagram suas vidas a Cristo, dizendo “Eu vou me esforçar mais dessa vez! Eu vou levar mais a sério!” apenas para ficarem murchos e desapontados por sentirem que não há poder na vida cristã deles.
O resultado do evangelho moralista é o desespero. Mas esse desespero é o que pode e deve nos levar ao evangelho bíblico da graça – o verdadeiro evangelho que expõe as falsificações e traz uma mudança duradoura no comportamento, precisamente porque ele não é primeiro a respeito de uma mudança externa mas de uma transformação interna pela cruz de Jesus Cristo.
extraído de “Counterfeit Gospels: Rediscovering the Good News in a World of False